
A coordenação de Ciências Exatas e Naturais realizou, nesta terça-feira (28) uma formação voltada para os professores de ciências do ensino fundamental (anos finais), com o intuito de promover uma reflexão aprofundada sobre o racismo estrutural e ambiental. Além disso, o evento teve como objetivo propor sugestões metodológicas para abordar esses temas sensíveis e importantes dentro das salas de aula.

A coordenadora do evento, Dione Santos, destacou que um dos principais tópicos abordados durante a formação foi a ciência dos povos originários, com ênfase na botânica e fitoterapia. Esse segmento foi enriquecido pela participação especial de Luiz de Joel, descendente do povo indígena Fulni-ô e especialista da região. Ele trouxe conhecimentos valiosos sobre o uso de plantas nativas da nossa flora, promovendo um resgate cultural e científico de práticas ancestrais.



Os professores participaram de diversas oficinas práticas onde puderam explorar as potencialidades e especificidades de diferentes plantas. As atividades incluíram a preparação de sucos, a produção de chás e tintas, e a degustação dos produtos feitos.


Outro destaque da formação foi a oficina sobre a identificação de mel de qualidade, onde os professores aprenderam técnicas para diferenciar produtos autênticos de imitações. Além disso, a formação incluiu um módulo dedicado à pesquisa e ao reconhecimento de cientistas negras brasileiras e suas significativas contribuições para a ciência. Este segmento buscou valorizar a diversidade e incentivar a inclusão de figuras históricas relevantes no currículo escolar.
